If that.

Não sabia o que fazer. Pegou o carro e saiu por aí. No meio do caminho não tinha uma pedra. Não tinha uma pedra no meio o caminho. Tinha uma encruzilhada. Direita ou esquerda?

Sua mãe a havia levado para experimentar vestidos de formatura. Gostou de dois. Azul ou verde?

Se apaixonou pelo cara mais descolado e galinha do colégio. Gostava do nerd e mais fofo do colégio também. Ficar com quem?

Foi pedida em namoro. Aceitar ou não?

Escolhas. A vida é toda feita de escolhas. Às vezes você acerta em cheio, às vezes erra da pior forma. Mas o que mais atormenta, independente do que se escolher, é a soma das palavras: "E se?"

Escolheu a esquerda. Mas e se o caminho da direita fosse mais florido?
Levou o vestido azul. Mas e se o verde fosse escolhido, não ficaria mais bonita?
Ficou com o galinha descolado. E se tivesse escolhido o outro?
Não aceitou o pedido de namoro. Mas e se tivesse aceitado? Teria sido ele o homem da sua vida?

Engraçado. Por mais que se esteja 100% seguro do que vai escolher, sempre se pega pensando no "e se?". É assim desde que mundo é mundo. Como diz o ditado, "a grama do vizinho é sempre mais verde que a nossa". Mas não é.
Independente do porquê, uma escolha é feita baseada em tudo que se tem e, portanto, é sempre a melhor que podemos fazer. E se não for? Sempre há tempo de mudar.

2 comentários:



Raquel Linhares disse...

Eu sempre prefiro pensar que o "E se" não existe. Uma vez escolhido, a outra realidade que seria deixa de existir. Na verdade, nunca existiu. Portanto, não tem como saber exatamente como seria.

Não gosto de filosofar muito, não sou muito boa em expressar minhas loucuras.

Adorei o texto.

Michele P. disse...

Eu gosto de acreditar em destino. Então considero que as escolhas que fazemos (por piores que possam parecer) são sempre as melhores. Estranho né?

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