If that.

Não sabia o que fazer. Pegou o carro e saiu por aí. No meio do caminho não tinha uma pedra. Não tinha uma pedra no meio o caminho. Tinha uma encruzilhada. Direita ou esquerda?

Sua mãe a havia levado para experimentar vestidos de formatura. Gostou de dois. Azul ou verde?

Se apaixonou pelo cara mais descolado e galinha do colégio. Gostava do nerd e mais fofo do colégio também. Ficar com quem?

Foi pedida em namoro. Aceitar ou não?

Escolhas. A vida é toda feita de escolhas. Às vezes você acerta em cheio, às vezes erra da pior forma. Mas o que mais atormenta, independente do que se escolher, é a soma das palavras: "E se?"

Escolheu a esquerda. Mas e se o caminho da direita fosse mais florido?
Levou o vestido azul. Mas e se o verde fosse escolhido, não ficaria mais bonita?
Ficou com o galinha descolado. E se tivesse escolhido o outro?
Não aceitou o pedido de namoro. Mas e se tivesse aceitado? Teria sido ele o homem da sua vida?

Engraçado. Por mais que se esteja 100% seguro do que vai escolher, sempre se pega pensando no "e se?". É assim desde que mundo é mundo. Como diz o ditado, "a grama do vizinho é sempre mais verde que a nossa". Mas não é.
Independente do porquê, uma escolha é feita baseada em tudo que se tem e, portanto, é sempre a melhor que podemos fazer. E se não for? Sempre há tempo de mudar.