Bateria recarregada nos braços de quem se quer bem

Um vazio que nada conseguia suprir.
A sensação de estar em um lugar ao qual não se pertence.
Um querer enorme de gritar e se esconder, ainda mais.
Uma vontade monstruosa de um abraço dentro do qual, se sentisse segurança.
Um convite.
Um telefonema de confirmação.
Uma adaptação de planos.
Finalmente, a sensação de estar em casa.
Finalmente o abraço que fazia falta.
Finalmente o sorriso mais sincero dos últimos meses.
Finalmente uma felicidade nada mascarada.
Finalmente um grito dado.
Finalmente a vontade de não querer mais se manter escondido.
Finalmente, baterias recarregadas.
Finalmente estava aonde pertencia, no meio dos iguais, no meio dos que não precisam perguntar se está tudo bem pra saber tudo que se passa com você, mesmo que a última vez que tenham se encontrado, tenha sido antes da virada do ano.
Finalmente, um paz invadia de forma tão grande, que tudo tinha ganhado cor novamente.
Uma conversa aqui, outra ali.
Uma brincadeira idiota entre uma bebida e outra.
Um pôr-do-sol que não se vê em qualquer lugar.
Elogios que pela primeira vez em muito tempo, pareciam de verdade. Sinceridade.
Mil fotos. Se não mil, dezenas que valeram como milhares.
Músicas totalmente no nosso estilo.
Uma debruçada no muro e um 'então, me conta as novidades?'
Mil segredos em dois minutos.
Mil palavras em um segundo.
Milhões de histórias em várias horas.
Mil abraços por minuto.
Um milhão de vezes repetindo 'cara, eu tava sentindo sua falta!'
A combinação do próximo encontro.
A nostalgia de todos os dias juntos.
Éramos mais de trinta. Éramos 1336. Não, éramos e somos ainda, um só.

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